Debatedores reclamam do amplo descaso
"Se fosse para eu conhecer o Centro Histórico que hoje eu vejo, eu não viria para cá”, afirmou ontem, durante o debate, o diretor da Faculdade de Medicina da Ufba, José Tavares Neto. Uma das falas mais aplaudidas, ele se referia à situação de um turista que vem à Bahia e se depara com a deploração do Pelourinho.
Tavares contou que chegou a encontrar, em uma manhã, duas crianças drogadas na porta da Famed, recém-transferida de volta para o Terreiro de Jesus. “O problema não é da criança na rua, mas da sociedade como um todo. O descaso é geral”.
“Hoje está vindo à tona uma ferida aberta há muito tempo”, ressaltou Joceval Rodrigues, representante da Sedes, que a dispôs como parceira da comunidade. “A gente quer que o governo pense nos moradores. O Pelourinho não é palco para turista”, reclamou a moradora Jussara Santana.
“Não podemos deixar que esse patrimônio seja escandalosamente entregue à malandragem. Vamos tomar conta disso aqui”, reivindicou a comerciante local Maria do Socorro Vargas. (L.T.)
Fonte: luisat@atarde.com.br
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